Mulheres dirigindo: 6 fatos que você vai se surpreender!

Mulheres dirigindo: 6 fatos que você vai se surpreender!

Mulher no volante, machismo constante. Infelizmente, o preconceito não é coisa do passado e, em pleno século XXI, ainda faz parte da nossa realidade. O estigma de que mulheres são motoristas ruins perdura nas mentes de algumas pessoas. Por isso, reunimos fatos sobre as mulheres dirigindo que vão te surpreender.

É importante ressaltar que ser bom ou mau motorista não depende de gênero. É exatamente por esse motivo que devemos ter a consciência de que agredir alguém no trânsito, verbal ou fisicamente, simplesmente por se tratar de uma mulher, é uma atitude deplorável.

Com os seis fatos abaixo sobre mulheres dirigindo, você terá argumentos suficientes para colaborar com o fim desse estigma. Confira!

1. Mulheres se envolvem menos em acidentes do que os homens

A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da USP, divulgou uma pesquisa que mostra que 92% dos acidentes de trânsito causados pela ingestão de bebidas alcoólicas foram provocados por homens. A prevalência de homens envolvidos nesse tipo de acidente se deve à cultura brasileira.

Muitas famílias evitam dar as chaves do carro para as filhas, preferindo emprestá-lo para os filhos, pois seriam mais responsáveis e habilidosos no trânsito. Além disso, o consumo de álcool é maior entre homens do que entre mulheres. Podemos incluir nessas estatísticas a cautela que a maioria delas tem no volante.

2. Elas estão entre os 75% dos habilitados com medo de dirigir

O medo principal não se refere à violência no trânsito e, sim, aos xingamentos ouvidos por outros motoristas e às críticas dos seus próprios companheiros. Isso provoca o aumento do estresse entre as mulheres habilitadas, que desenvolvem fobia de trânsito e faz com que algumas fiquem décadas sem dirigir.

Essas motoristas passam a procurar centros de treinamento específicos para habilitados e respondem por 75% do total de alunos matriculados. Lá, elas obtêm apoio psicológico para aprenderem a lidar com a falta de educação e consciência dos demais — uma situação que muita gente desconhece e que é absurda.

Vale lembrar que muitas mulheres se afastam do volante por causa dos seus namorados e maridos, justamente aqueles que deveriam apoiá-las.

3. Em 2016, as mulheres representaram apenas 16% das mortes no trânsito

Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram como o público feminino é mais atento ao volante. Do total de acidentes registrados, as mulheres representam apenas 16% das mortes. Entre as causas, além da atenção, está o fato de que elas se arriscam menos.

Outro ponto importante é que as mulheres consideram o automóvel mais como um meio de transporte do que símbolo de status, evitando as demonstrações de poder no trânsito que muitos homens insistem em fazer, como os rachas. Eles geralmente terminam em acidentes, como o que ocorreu na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

No caso desse acidente, todos os motoristas eram homens e estavam com as respectivas CNHs cassadas por excesso de multas.

4. Elas dirigem mais devagar porque respeitam as leis

A placa de trânsito aponta que a velocidade máxima daquela via é de 50 km/h. Isso não significa que os motoristas devem permanecer em velocidade constante, muito menos acima desse limite. Mas, o que se vê é muita gente pisando fundo no acelerador e diminuindo somente quando está diante de um radar ou autoridade de trânsito.

Como os homens têm um viés maior para a imprudência — exatamente por causa do excesso de autoconfiança —, tendem a considerar que as mulheres dirigem muito devagar, são indecisas ou cautelosas demais. O fato é que elas tendem a respeitar mais as leis de trânsito, exatamente o que evita os acidentes e imprudências ao volante.

Esse é um dos fatos que fazem com que as mulheres apareçam menos nas estatísticas de acidentes e mortes no trânsito.

5. Mulheres dirigindo têm mais paciência do que homens

Apesar de, na essência, serem todos humanos, homens e mulheres apresentam características genéticas bem diferentes. Homens apresentam mais facilidade em determinadas manobras, além da alta percepção de espaço. Em compensação, isso não faz com que eles, por exemplo, estacionemos melhor do que elas.

Como elas são mais pacientes do que os homens, se esforçam mais para deixarem os automóveis bem estacionados. Entre as preocupações das mulheres estão a de não bloquear a entrada e saída de pessoas dos veículos ao lado, e o espaço para que possa abrir as portas e retirar objetos e os filhos, que estão no banco de trás.

6. Os instintos materno e de consciência coletiva falam mais alto

As diferenças entre homens e mulheres vão além. Geralmente é responsabilidade delas levar os filhos para a escola, ao médico, natação, inglês e demais atividades. Isso faz com que elas passem mais tempo com eles dentro dos seus automóveis, uma responsabilidade e tanto — afinal, são os membros da própria família.

Transportar os filhos é uma tarefa difícil, pois exige paciência e cuidado redobrado no trânsito. Até as mulheres que ainda não são mães, mas desejam ser, têm instinto materno e se cuidam mais no volante. Esse cuidado também faz parte de uma consciência coletiva, que prega as boas relações em todos os lugares, inclusive nas ruas e avenidas.

Os fatos que apresentamos acima são baseados em dados, pesquisas e estatísticas. Eles mostram que é falso o estigma de que a mulher é mau motorista. No geral, elas são mais pacientes e prudentes no trânsito.

As regras de trânsito valem para todos, independentemente do gênero. Por isso, todos devem encarar a direção como um ato de alto nível de comprometimento e responsabilidade. Mantenha-se sempre atento ao que acontece à sua volta, conheça as regras de trânsito, previna-se de imprevistos e tome a decisão certa no momento exato.

Somente com essas atitudes e mais respeito pelo semelhante é que o trânsito será mais seguro para você, sua família, filhos e amigos. Respeite o próximo, independentemente de ser um homem ou uma mulher dirigindo.

Aproveite para compartilhar este artigo nas redes sociais. Esse é o momento perfeito para conscientizar as pessoas e evitar o preconceito, seja no trânsito ou fora dele!

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